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sábado, 11 de junho de 2011

'Man Down', de Rihanna: Uma nova polêmica, ou uma adaptação de Bob Marley?

No começo deste mês, a cantora Rihanna lançou a música Man Down, e novamente conseguiu a atenção da mídia pela polêmica. A canção fala sobre a culpa sentida por uma moça que é agredida sexualmente e acaba matando o seu agressor. Mas será que esta música é para causar tanta polêmica assim? Em 1973, mais de 40 anos atrás, Bob Marley lançou uma música chamada I Shot the Sheriff onde ele afirma ter matado o xerife local, mas está sendo falsamente acusado de matar o delegado. O motivo: ele afirma ser "auto-defesa", mas o fato é que o xerife da cidade, John Brown (personagem da música), não queria que ele continuasse cultivando maconha...
Nem o assunto da letra, muito menos o fato de a música ser um reggae e o clipe ter sido rodado na Jamaica são pura coincidência. Os próprios compositores de Man Down, os irmãos Thimoty e Theron Thomas - que compõem a dula Rock City, afirmaram que a idéia era criar uma versão feminina de I Shot The Sheriff, e que as pessoas tinham a liberdade de interpretar a letra como sendo literal ou uma metáfora.

Man Down - Rihanna


Se Man Down está causando tanta polêmica e pode estar fazendo uma propaganda negativa da cantora, por outro lado Bob Marley se beneficiou muito de I Shot the Sheriff. Foi justamente através desta música que ele e o reggae foram projetados para o sucesso internacional. Na verdade, foi a ajudinha de Eric Clapton, cuja regravação atingiu o primeiro lugar na Billboard Hot 100, em 1974. Está certo que a ajuda foi mútua, pois esta foi a única música cantada por Clapton que conseguiu este feito. Fique agora com duas versões ao vivo espetaculares de I Shot the Sheriff, por Marley e Clapton, respectivamente.

I Shot the Sheriff  - Bob Marley 

I Shot the Sheriff  - Eric Clapton

domingo, 21 de novembro de 2010

Lou Reed

Hoje tem a segunda apresentação de Lou Reed em São Paulo (a primeira foi ontem - 20/11/2010) com todos os ingressos vendidos em pouquíssimo tempo, mesmo competindo com outros concertos como os de Paul McCartney, Smashing Pumpkins, e porque não dizer Kevin Costner :)
É difícil falar de Lou Reed sem comentar sobre o Velvet Underground, mas eu vou tentar pois quero ainda um tempo para escrever bem sobre este grupo. Nascido em 1942, no Brooklyn, Nova York, Lewis Allan "Lou" Reed aprendeu a tocar violão guiado pelo que ouvia do rádio. Na sua adolescência, foi obrigado a passar por uma eletroconvulsoterapia, mais conhecida como eletrochoque, para "se curar" de comportamentos homossexuais. Numa entrevista que aparece no livro Mate-Me Por Favor - Uma História Sem Censura do Punk, ele descreveu o tratamento que passou desta forma:
"Eles colocavam uma coisa em sua garganta para que você não possa engolir a língua, e depois colocavam eletrodos em sua cabeça. Isso é o que foi recomendado no condado de Rockland para evitar sentimentos homossexuais. O efeito é que você perde a memória e se tornar um vegetal. Você não pode ler um livro porque você começa a página 17 e tem que ir de volta para a página um de novo." 
Em 1964, ele compôs uma música chamada The Ostrich, onde tirava sarro das músicas dançantes da época, como o The Twist (do grupo Hank Ballard and the Midnighters, e que ficou mais famosa na voz Chubby Checker). Sua letra contém trechos como "put your head on the floor and have somebody step on it" (algo como ponha sua cabeça no chão e tenha alguém pisando em cima dela). 
Esta música foi gravada junto com um grupo chamado The Primitives e não fez tanto sucesso. Sua importância está no fato de ter sido a primeira vez em que usou uma das técnicas de guitarra que inventou, a chamada Ostrich Tuning ou Ostrich Guitar  (nome dado por ele mesmo, por causa da música) que, pelo que entendi, é um jeito diferente de afinar o violão. Algum guitarrista de plantão pode deixar nos comentários uma explanação para leigos sobre isto? 
Aqui vão a música The Ostrich e também um vídeo com um exemplo do som de uma Ostrich Guitar.

              

O sucesso de Lou Reed veio mesmo depois que ajudou a formar o grupo The Velvet Underground (1965) e, principalmente, depois que o artista Andy Warhol resolveu financiar o grupo. Sucesso entre aspas, porque o grupo sempre foi, por padrão, alternativo. Como disse, pretendo falar sobre o grupo em uma postagem separada.
Lou Reed ficou no grupo até 1970, quando começou sua carreira solo. Em 1972 compôs sua música de maior sucesso até hoje, Walk on the Wild Side. Sua letra (clique aqui para vê-la, e também sua tradução) aborda temas como prostituição masculina, drogas e chega a usar termos que parecem até meio preconceituosos, como "colored girls" (algo como, garotas de cor) para tratar das mulheres afro-descendentes.
Desta época até os dias de hoje, sua carreira pode ser resumida por uma frase dita por Morrissey:  "Lou Reed é um cara legal, pena que só faz música boa de dez em dez anos". Falando em citações, tem uma do próprio Lou Reed que é boa para aqueles que querem seguir a carreira de músico: "Nunca ouça suas coisas antigas. Se você faz isso, então não é mais um músico, você é somente um idiota nostálgico auto-satisfeito que não está mais interessado em inventar nada."
Aqui vão duas músicas de sua carreira solo: Walk on the Wild Side; e Perfect Day (versão com Luciano Pavarotti, gravada em 2001).



Para terminar, fica um trecho de uma entrevista feita para o filme Sem Fôlego (Blue in the Face), gravado em 1995. Este filme é bem interessante porque mistura uma história fictícia com entrevistas de pessoas que vivem e gostam do Brooklyn. Ele foi gravado em apenas 5 dias e é continuação do filme Cortina de Fumaça (Smoke), também lançado em 95.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Paul McCartney & Wings

Depois que os Beatles resolveram se separar em 1970, Paul McCartney começou um projeto solo. Entre as pessoas que o ajudavam estava sua esposa Linda e o multi-instrumentista Danny Laine. Como o projeto não estava ficando mais tão solo assim, eles resolveram chamar o grupo de Wings (ou também de Paul McCartney & Wings) . Lançando seu primeiro disco em 1971, o grupo continuou junto até 1981.
Eles foram muito bem, e tiveram 14 músicas entre os Top 10 dos EUA (6 delas atingindo a primeira posição). Um dos trabalhos mais importantes do  foi o disco Band on the Run, que chegou a ficar em 1º lugar no ranking da Billboard (não foi o único disco do grupo a atingir este feito).

Neste ano foi lançada uma versão especial de 25 anos de aniversário do disco, e na página de propaganda tem um documentário falando sobre ele e sua importância. Abaixo está o primeiro vídeo da série, depois é só entrar na página para assistir os outros.


Apesar de Band on the Run ser considerado o disco mais importante desta fase da carreira de Paul McCartney, a música mais famosa é sem dúvida nenhuma Live and let Die, feita em 1973 para ser tema do filme de mesmo nome da série do agente James Bond. O áudio do vídeo abaixo não está tão bom, mas vale apena ver pela mistura entre trechos do filme e o grupo tocando. Vale a pena atentar ao pequeno trecho em que a música fica no ritmo de reggae e também o fato de esta ser a fase do visual Mullet de Paul McCartney.


Entre as regravações desta música, a mais famosa fica por conta dos Guns N' Roses, lançada em 1991.


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domingo, 7 de novembro de 2010

Aprendendo música com Paul McCartney

É sempre impressionante ver a facilidade que Paul McCartney tem de compor músicas. Mais impressionante ainda fica quando descobrimos que ele não sabe ler partituras! Paul McCartney diz ter tentado aprender umas três vezes na vida, ainda quando jovem, mas acabou desistindo.
Neste link tem um texto muito interessante onde o ex-Beatle diz que a ignorância musical o ajudou a compor, visto que ele não ficava preso a determinados padrões pré-estabelecidos. Mas devemos nos lembrar que o cara é um ponto fora de qualquer curva já desenhada!
Este vídeo é o último trecho de um especial que Paul McCartney fez na Abbey Road, onde ele vai gravando um instrumento por vez até formar uma música "completa". No final, ele acaba fazendo uma brincadeira com a música Blue Suede Shoes, composta por Carl Perkins e que ficou famosa na voz de Elvis Presley. Se estiver interessado em assistir o especial inteiro, acesse a primeira parte aqui. Depois é só procurar as outras no youtube :)


Neste outro vídeo, tem um trecho de uma entrevista onde ele mostra como fazer um música somente com acordes de dois dedos.


Aqui, McCartney ensina como tocar todos os instrumentos de sua música Ever Present Past.


Por fim, o clip oficial desta mesma música. É, ainda bem que ele tentou fazer sucesso tocando e não dançando!



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Beatles - Paul McCartney

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pink Turtle


Pink Turtle é um grupo francês que faz versões de músicas famosas (especialmente Pop e Rock dos anos 70 e 80), colocando numa versão de Jazz, lembrando um pouco as Big Bands da época de Glenn Miller e companhia. O vídeo abaixo mostra trechos de concertos que o grupo fez no Brasil, no ano passado. Pelo vídeo,  deve sobrar animação nas apresentações deles!


Abaixo eu escolhi duas músicas como amostra do som dos caras: Smoke on the Water, do grupo Deep Purple; e Another Brick in the Wall do Pink Floyd. Vale a pena ir atrás para ouvir outras versões, como por exemplo We will Rock You, do Queen.

  

Agora, as versões originais.


sábado, 23 de outubro de 2010

Quando nada funciona

Sabe aqueles dias em que nada dá certo, as coisas não acontecem do jeito que você esperava... Pois é, quando isto ocorre comigo, eu normalmente penso nesta música: Meu Refrigerador não Funciona, dos Mutantes.


Por sinal, esta música está no disco "A Divina Comédia ou Ando meio Desligado", lançado em 1970 e considerado por muitos o melhor disco do grupo. Se não é o melhor, com certeza é o que definiu de vez o estilo da banda. A música que fez mais sucesso neste disco foi Ando meio Desligado (a esquerda), que voltou a aparecer na mídia em 2001 por conta de uma versão do grupo Pato Fu, que foi tema da novela Um Anjo caiu do Céu.

      

Para quem se interessar, a letra da primeira música está abaixo.

Meu Refrigerador não Funciona - Os Mutantes

O que que houve?
Yeah
I feel good
Yeah
I feel lite
Now, you know that I'm no good alone
No good alone I miss you
Baby, tell me baby
Say you do baby
I know one thing you don't
Try my honey
Try to get someone lovin' baby
Try me late tonight
Don't say may be tonight, yeah
Try everything you want
Bu try me baby
I feel good
I feel lite, baby
Singing our song
Try my honey
I miss you
Don't wanna be alone
Come soon, baby
You gotta give someone love

O meu refrigerador não funciona
Eu tentei tudo
Eu tentei de tudo
Não funciona
Não, não, não
O meu, o meu
O meu refrigerador não funciona

sábado, 16 de outubro de 2010

Toca Raul!!!!

Você está lá curtindo um show qualquer e, de repente, alguém grita lá no fundo "Toca Raul!!!". Isto é tão comum que podemos até dizer que os brasileiros podem ser divididos em dois grupos: os que já ouviram isto, e os que gritaram "Toca Raul!!!".
De forma humorada (pelo menos assim acredito), duas músicas questionam este ritual. A primeira é do Zeca Baleiro chamada Toca Raul (a direita) e a outra é do grupo Pedra Letícia, com o título Eu não toco Raul (a esquerda). 

     

E antes que começa a surgir uma cacetada de comentários pedindo pra tocar Raul, eu já vou logo colocando uma música cuja letra sempre me diverte muito. Como disse um amigo meu quando ouviu esta música: "a coleção do Pink Floyd NÃOOOOOO!!!!"

Com vocês, Raul Seixas tocando Tu és o M.D.C. da minha vida! Para quem quiser acompanhar, a letra está abaixo. Para aqueles que sentiram saudades de ouvir o bom e velho Raulzito, vejam os melhores lugares para comprar seus cds.



Tu és o grande amor
Da minha vida
Pois você é minha querida
E por você eu sinto calor
Aquele seu chaveiro
Escrito "love"
Ainda hoje me comove
Me causando imensa dor
Dor!...

Eu me lembro
Do dia em que você
Entrou num bode
Quebrou minha vitrola
E minha coleção
De Pink Floyd...

Eu sei!
Que eu não vou ficar
Aqui sozinho
Pois eu sei
Que existe um careta
Um careta em meu caminho...

Ah!
Nada me interessa
Nesse instante
Nem o Flávio Cavalcanti
Que ao teu lado
Eu curtia na TV, na TV...

Nessa sala hoje
Eu peço arrêgo
Não tenho paz
Nem tenho sossego
Hoje eu vivo somente
A sofrer! A sofrer!...

E até!
Até o filme
Que eu vejo em cartaz
Conta nossa história
E por isso, e por isso
Eu sofro muito mais...

Eu sei!
Que dia a dia
Aumenta o meu desejo
E não tem Pepsi-cola que sacie
A delícia dos teus beijos...

Ah!
Quando eu me declarava
Você ria
E no auge da minha agonia
Eu citava Shakespeare...

Não posso sentir
Cheiro de lasanha
Me lembro logo
Das casas da banha
Onde íamos nos divertir
Divertir!...

Mas hoje o meu
Sansui-Garrat e Gradiente
Só toca mesmo embalo quente
Prá lembrar do teu calor
Então eu vou ter
Com a moçada lá do Pier
Mas prá eles é careta
Se alguém
Se alguém fala de amor
Ah!...

Na Faculdade de Agronomia
Numa aula de energia
Bem em frente ao professor
Eu tive um chilique desgraçado
Eu vi você surgindo ao meu lado
No caderno do colega Nestor
Nestor!...

É por isso, é por isso
Que de agora em diante
Pelos 5 mil auto-falantes
Eu vou mandar berrar
O dia inteiro
Que você é: O Meu
Máximo Denominador Comum!...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Rush - Beyond the Lighted Stage

É difícil passar esta semana sem falar de Rush, banda canadense formada em 1968 e se tornou um dos ícones do rock progressivo mundial. Para mim, uma das bandas que mais soube trabalhar com o formação mais simples do rock (bateria, guitarra e baixo). Ver somente três caras no palco fazendo um som extremamente complexo.
Neste ano eles lançaram um documentário chamado Beyond the Lighted Stage, que conta a trajetória da banda. Eu indico ele não só para os fãs de Rush mas para todos que apreciam música, principalmente pelo fato desta banda resolver ser firme com relação a não alterar seu jeito de tocar para agradar as gravadoras, o que é muito difícil de se ver hoje em dia. Como o próprio Neil Peart (baterista da banda) disse no documentário, como se estivesse se dirigindo aos produtores: "não, vocês não podem nos dizer o que fazer e não, nós não ligamos!".
Outro ponto importante mostrado neste documentário é o fato de o Neil Peart, depois de ser considerado o melhor baterista por anos consecutivos, achar que ele não tem a flexibildade necessária para tirar o som que deseja e resolver tirar um tempo para reaprender a tocar bateria e recriar seu estilo. Seria muito bom se encontrássemos pessoas com esta humildade.

Aqui vai o trailer, só para dar um gostinho



Quem já assistiu o documentário, vai se lembrar de uma discussão falando sobre a dificuldade de se tocar La Villa Strangiato, então aqui vai a versão ao vivo que eles fizeram no Rio de Janeiro. No final da música, eles fazem algumas brincadeiras, esboçando até um trecho de A Garota de Ipanema.



Para saber aonde adquirir o DVD deste documentário, clique aqui.
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